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O grande final

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foto: Dada Moreira Tive seu respeito por tão pouco e hoje, depois de tanto, não me respeitas mais. Eu, que já fui seu único consolo, agora me amaldiçoas por não viver em paz. Minha dor te alcança, e isso não perdoas. Como esquecer se também te deixastes para trás? E o mundo do herói, que te acompanha, chega a minha casa pela tv, suas bravuras não despertam aplausos na vida real. Decides o que é justo sem apurar os fatos, não te interessa a vida mortal. É dela que foge, é ela quem não escuta, ela é quem questiona sua moral. Minha voz te irrita, minhas palavras te afrontam, fazes da minha coragem insanidade mental. Pois essa loucura é o único bem que me deixas. Não foi minha escolha, jamais saberia escrever tão grande final.  

Boa noite!

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  foto: Rui Gonçalves Antes de dormir raramente rezo. Mas sonho com rima, que tal qual a ti, leva-me a sentir  bem nesse universo. 01/04/2008

Escolha

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  foto: Jorge Casais Não há como fugir. Escolher não é fácil, mas é melhor que ser escolhido, ser conduzido ou convencido que as consequências são mais amenas quando as escolhas não nos cabe. 30/03/2008

O título

Fabio Hyppolito. Um nome, um homem, um título, que teria dado a uma história de amor.

Leia-me

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Foto: L. G. Nunes Não vais me tocar? Então leia-me. Acompanhe meu raciocínio, meus delírios, meus repentes, e, finalmente, conclua uma intenção. Leia de cabo a rabo esse discurso, esses rabiscos, o que tenho em mente. Seja testemunha do que me aflige, e lembre-me de como se faz presente. 26/03/2008  

Acordar

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  Foto: Amanhã talvez saiba, mas hoje não sei dizer o que sinto. Não sei reportar o que li, escrevi e ouvi, nada tem muito sentido. É fantasia? Nem ela sabe quem é, ou o que será, como eu saberia? Sei que semeia o amor, mas também perde a magia. Talvez com a manhã, vencida a ventania, à noite, baixada a poeira, sob a luz do dia, vendo que não acordas para o amor, acorde eu da fantasia. 25/03/2008

Sem fantasia

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  Foto: Emília Duarte Não escuto o amor com palavras, mas com gestos. Não procuro o amor que inflama, mas o que silencia. Não me refiro ao amor de novela, perfeito, ou dramático. Procuro um amor sem graça, que não precise exibir. mas que me dê a graça de o desfrutar. 20/03/2008